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Brasil estréia com vitórias na abertura do ASP World Tour 2009 na Austrália

Categorias: Notícias - 05 de mar de 2009

Kelly Slater Foto: Steve Robertson

Kelly Slater Foto: Steve Robertson

 

Brasil estréia com vitórias na abertura do ASP World Tour 2009 na Austrália

Adriano de Souza e Heitor Alves começam vencendo no Quiksilver Pro Gold Coast

 

O Quiksilver Pro Gold Coast inaugurou o ASP World Championship Tour 2009 no primeiro dia do seu prazo na Austrália. Não no palco principal em Snapper Rocks, mas em Duranbah Beach, onde as ondas apresentavam melhores condições no sábado. A primeira apresentação do ano das maiores estrelas do surfe mundial rolou em direitas de 1 metro de altura, boas para acabar com a ansiedade da estréia na fase que não é eliminatória. Só teve a rodada inicial masculina no sábado e a feminina foi adiada para o domingo.

 Com uma prancha bem pequena, tamanho 5´4´´ com quatro quilhas, o eneacampeão Kelly Slater confirmou o favoritismo na sua bateria. E o Brasil também começou bem, com o paulista Adriano de Souza e o cearense Heitor Alves vencendo o terceiro e quarto confrontos da temporada 2009. Os dois estavam escalados para estrear juntos, mas Luke Stedman cancelou a sua participação por estar contundido e as dezesseis baterias da primeira fase classificatória tiveram que ser refeitas.

 O paranaense Jihad Khodr permaneceu na última e vai encarar a repescagem para manter vivo o trio brasileiro na abertura do ASP Tour 2009. No fim do dia, as direitas de Duranbah Beach estavam parecidas com as da sua praia, Matinhos, mas cometeu uma interferência logo no início e o experiente Kieren Perrow ganhou a última vaga direta para a terceira fase. Jihad ainda foi guerreiro e pegou boas ondas para tentar reverter a penalidade que tirou metade da sua segunda nota. Acertou belos aéreos na melhor delas, porém não venceria o australiano nem mesmo somando as duas maiores que conseguiu dos juízes: 6,77 e 5,67 = 12,44 pontos. Perrow totalizou 13,60 com notas 6,83 e 6,77.

 O paulista Adriano de Souza também enfrentou um australiano e um sul-africano no início do dia, no entanto marcou com vitória a estréia do Brasil no ASP World Tour 2009. Ele só surfou duas ondas na bateria e as notas 6,67 e 6,13 foram suficientes para o sétimo melhor surfista do mundo derrotar um adversário dos tempos de Pro Junior, Jordy Smith, além do australiano Drew Courtney. O sul-africano foi o principal adversário no placar de 12,80 x 12,00 pontos.

 “Minha tática foi esperar a onda certa para pegar duas boas e foi isso que aconteceu”, contou Adriano. “Foi bom competir logo cedo porque todos estão ansiosos para começar bem e agora é tentar manter o ritmo nas próximas fases. Estou aqui há quase um mês esperando por esse dia, as pranchas estão boas e fiquei muito feliz por começar vencendo. Tive uma grande temporada no ano passado e espero fazer parecido ou até melhor”, deseja o paulista do Guarujá.

 O cearense Heitor Alves entrou na disputa seguinte e precisou correr atrás para superar o cabeça-de-chave Adrian Buchan. Só na quinta tentativa ele conseguiu achar uma onda boa para arrancar uma nota 7,17. Na sequência, Heitor conseguiu um 6,50 para confirmar a vitória por 13,67 pontos, contra 12,30 do australiano e 10,27 do alemão Marlon Lipke, um dos estreantes da temporada 2009 no ASP World Tour.

 “Que bom que mudaram as baterias e eu e o Mineiro (Adriano de Souza) começamos vencendo. Bom para o Brasil”, falou Heitor, que está vivendo sua segunda temporada na divisão de elite do Circuito Mundial. “A gente ia entrar junto e começamos com o pé direito, passamos direto para a terceira fase e podemos chegar longe nesse campeonato”.

 Antes da estréia do Brasil, o campeão mundial de 2007, Mick Fanning, precisou só de 11,83 pontos para vencer sua bateria que também foi fraca de ondas. Mas, logo após a vitória de Heitor Alves entraram as mellhores da manhã em Duranbah Beach e Damien Hobgood deu um show. Ele somou notas 9,00 e 8,50 para atingir imbatíveis 17,50 pontos e ainda jogou um 8,00 fora. Seu gêmeo, C. J., acabou caindo para a repescagem junto com o espanhol Aritz Aranburu.

 Aí veio a primeira zebra do ano, com Jay Thompson superando um dos favoritos ao título do Quiksilver Pro, Joel Parkinson. A segunda foi a vitória do convidado Julian Wilson sobre o vice-campeão mundial Bede Durbidge. Entre elas, Kelly Slater confirmou o favoritismo contra os também australianos Dayyan Neve e Daniel Wills. Com sua prancha quadriquilha tamanho 5´4´´, o número 1 do mundo ganhou com apenas 12,17 pontos nas duas ondas computadas.

 “Com essas pranchas diferentes, encontrei motivação para continuar competindo”, confessou Slater, que também foi perguntado sobre a busca do décimo título mundial. “Procuro não pensar muito nisso, quero competir sem nenhuma pressão, só tentando me divertir. Isso é só um número balístico que todos gostam de comentar, mas o importante para mim é gostar do que faço e procurar me divertir com isso. Já fiz muita coisa no circuito mundial e ficaria satisfeito se tivesse que parar agora. Enquanto eu estiver feliz, me divertindo, posso até ficar mais uns cinco anos no circuito”.

João Carvalho – Assessoria de Imprensa da ASP South America

 

 

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